segunda-feira, 9 de maio de 2011

A IMPORTÂNCIA DA DESFIBRILAÇÃO - USO DO DEA.

A IMPORTÂNCIA DA DESFIBRILAÇÃO - USO DO DEA.

CURSO DE BOMBEIRO CIVIL - CENTRO DE TREINAMENTO ANTI-SINISTRO - CTAS.
A importância da desfibrilação precoce.







Sabendo da importância do uso correto do DEA o CTAS, disponibiliza as técnicas do uso operacional do DEA a seus Alunos Bombeiros Civis - Imagens a cimas.


Hospital Israelita Albert Einstein - SP

A importância da desfibrilação precoce tem sido enfatizada em vários trabalhos recentes de literatura (JAMA 1992;268:2184-98). Nos casos documentados por monitorização contínua, 85% das mortes súbitas que ocorrem fora do hospital são decorrentes de fibrilação ventricular (FV), antes de ocorrer uma assistolia. Mais de 60% de tais casos documenta-se uma taquicardia ventricular precedendo a degeneração para fibrilação ventricular. Após um intervalo de tempo médio de 8 a 10 minutos a FV torna-se mais fina evoluindo para a assistolia.

Quando a desfibrilação é precoce (até 7 minutos), agregada a um bom suporte de reanimação cardiorrespiratória, a sobrevivência é de 20%. Caso a desfibrilação ocorra em até 4 minutos, a sobrevivência será em torno de 30%, caso a desfibrilação seja demorada, a sobrevivência será muito baixa, entre 0-2%. Em casos de ressuscitação precoce porém com atraso na desfibrilação, as taxas de sobrevivência serão muito baixas, de 2 a 8%. Pôr esta razão várias comunidades rurais e suburbanas iniciaram um programa de desfibrilação precoce levando a resultados de pelo menos 3 vezes maior no aumento da sobrevivência de pacientes que sofreram FV. Tal aumento na sobrevida não é surpreendente uma vez que já está bem estabelecido que o tratamento mais eficiente da FV é a desfibrilação elétrica e que o fator mais importante para a sobrevivência é a rapidez com que se aplica tal tratamento. Na fase hospitalar, o primeiro elo na "cadeia do suporte de vida" (termo introduzido por Peter Safar) é o leigo que dá início a ressucitação cardio-pulmonar (RCP) básica; depois os paramédicos com treinamento em cuidados avançados, incluindo a desfibrilação e finalmente, o transporte para salas de emergência hospitalares.

Com a introdução recente dos desfibriladores automáticos externos (DAE), um elo a mais entre o leigo e os paramédicos foi incluído, permitindo a aplicação da desfibrilação precoce com o consequente aumento da taxa de sobrevivência. Tais desfibriladores mais leves e portáteis permitem que o pessoal de emergência (polícia, bombeiros, pessoal de ambulância), sem treinamento avançado e habilidade para o diagnóstico de arritmias, possa intervir em casos de FV. A disseminação do uso dos desfibriladores externos automáticos permitirá sua futura disponibilidade em lugares públicos e privados relacionados a possível presença de indivíduos em risco. Esta polícia reafirma também a necessidade de equipar-se veículos de transporte médicos com os DEA. Em resumo estes locais incluiriam:

Lugares onde há grande número de pessoas adultas, estádios desportivos, centros comerciais, centros industriais, centros militares, auditórios ou centros de conferência, aeroportos e meios de transporte, como navios e aviões, em domicílio nos casos de pessoas com alto risco de FV primária; Em centros de reabilitação cardiovascular dentro e fora do hospital; Em salas hospitalares, onde o pessoal não tem habilidade técnica para o reconhecimento de arritmias e o uso do desfibrilador-padrão.

A pessoa encarregada do desfibrilador externo automático deverá ser treinada em RCR básica e no manuseio do desfibrilador. Isso elimina a necessidade de treinar pessoal para interpretação das arritmias. O operador coloca os eletrodos no peito do paciente vítima de PCR (que se supõe morta); ao conectar os eletrodos à unidade, inicia a interpretação do ritmo cardíaco; caso haja indicação para choque elétrico, a unidade automaticamente carrega os capacitores a um nível pré-selecionado de energia e promove a descarga. No caso do desfibrilador semi-automático, a unidade acusa ao resgatador a necessidade de choque, avisando "em viva voz" para não tocar o paciente e apertar o botão que libera o choque. Caso não haja indicação do choque o aparelho não carregará os capacitores sendo impossível a liberação da descarga elétrica.

Busca: Centro de Treinamento Anti-Sinistro – CTAS.

Origem: WEB. Texto - Sérgio Timerman

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